Foto: Eduardo Andrade

Os membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde fizeram uma diligência ao HGR (Hospital Geral de Roraima) na manhã desta quinta-feira (17). Esta é a quinta Unidade de Saúde, das 38 que serão inspecionadas. Enquanto os deputados caminhavam pelos blocos e enfermarias ouvindo os pacientes e servidores, a população aproveitou para denunciar a demora no atendimento e a falta de materiais para cirurgias.

Para o presidente da comissão, deputado Coronel Chagas (PRTB), este momento é importante para entender como os serviços analisados nos processos de licitação estão sendo levados aos roraimenses. “Estamos verificando como está o atendimento no dia a dia. Não queremos nos ater apenas aos contratos, queremos saber o que o cidadão está passando.”

Na ocasião, os parlamentares averiguaram na unidade a questão da alimentação, estoque de medicamentos nas farmácias, materiais e escalas de trabalho. O relator, deputado Jorge Everton (MDB), explicou que durante a visita também foram constatados pontos positivos. “Entramos no refeitório, vimos que alimentação está em boa qualidade, eu experimentei e o sabor é bom. Comparado à visita que fiz no ano passado a situação evoluiu bastante aqui”.

A grande demanda de pacientes vítimas de acidentes com motocicletas foi apontada pelo deputado Coronel Chagas. “Temos diariamente mais de 300 pessoas que tem que passar pelo setor de gesso para colocar gesso nas pernas, nos braços”.

O pintor André Chaves é um dos pacientes que aguarda cirurgia por conta de acidentes de trânsito. Ele relatou aos parlamentares que deu entrada no dia 14 deste mês, ficou no corredor e não recebeu atenção médica.  “Eu preciso trabalhar para sustentar a minha família, pagar minhas contas, e desse jeito aqui como é que eu vou pagar? Eu tenho 31 anos, no dia que eu preciso de um hospital eu não tenho esse serviço”, lamentou.

O presidente da CPI pontuou que o desabastecimento é resultado de um impasse jurídico entre empresas que participam das licitações. “Saímos daqui cientes da realidade que vive o HGR e sabedores do grande problema que é a falta de materiais para cirurgias. O Estado conseguindo adquirir os materiais e acabando com esse entrave jurídico que as empresas criaram, com essa disputa para quem vai fornecer o material, será possível dar celeridade a essas cirurgias”, finalizou Coronel Chagas.

Também estiveram presentes os membros da comissão deputados, Renato Silva (Republicanos) e Soldado Sampaio (PCdoB). As diligências seguem até que todas as 38 unidades previstas no cronograma sejam visitadas na capital e no interior.

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