Foto: divulgação

“As cores do solo: arte e diversidade dos solos em Roraima”. Esse é o nome do projeto que alia ensino e extensão e que foi aplicado em uma turma de curso técnico do Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima (CAM/IFRR). Ele foi apresentado, nesta segunda-feira, 4, no Congresso Brasileiro de Agroecologia, que ocorre de 4 a 7 de novembro, em Sergipe (SE). O trabalho foi desenvolvido pelas professoras da Rede Federal Luciana Barros (IFRR) e Jacinta Rodrigues (IF Paraíba).

O evento reúne profissionais e estudantes das mais diversas áreas com o objetivo de construir o pensamento agroecológico, além de servir como espaço para socializar conhecimento, dialogar com a sociedade para despertar o interesse por questões de caráter socioambiental, analisar e propor políticas públicas coerentes com os desafios contemporâneos e defender a biodiversidade.

Integrando dois componentes curriculares (Língua Portuguesa e Fertilizantes de Solo e Nutrição de Plantas), o projeto visou despertar o interesse pela diversidade dos solos de Roraima e pela valorização desses recursos naturais e dos saberes dos alunos utilizando-se da expressão artística e cultural com o uso de tela e de tinta feita a partir do solo. A atividade foi desenvolvida no Campus Amajari, em 2018, com uma turma de alunos do curso Técnico em Agropecuária integrado ao ensino médio.

Conforme Luciana, com amostras de solos da região, preparou-se a tinta do solo e, usando telas e pincéis de tamanhos variados, os alunos representaram coisas do seu cotidiano e cultura, tais como animais e paisagens. A culminância do trabalho ocorreu durante a VII Mostra Pedagógica do CAM, quando os alunos puderam expor suas técnicas de pintura, bem como os resultados do seu trabalho.

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Por meio das atividades, a professora disse que foi possível explorar características pedológicas (estudo dos solos no seu ambiente natural) inerentes a cada classe de solo e associá-las às paisagens locais. “As obras produzidas pelos alunos foram muito comentadas e elogiadas, trazendo o sentimento de orgulho e satisfação pela tarefa cumprida, agregando, portanto, maior significado ao ensino-aprendizagem e valorização da cultura e do recurso natural solo”, disse.

Para o desenvolvimento do trabalho foram abordados os fatores de formação do solo, morfologia, cor e textura dentro do componente curricular que trata de fertilização e nutrição de plantas. Durante a abordagem foi ressaltada a diversidade de solo da região e suas principais variações em cores, a necessidade de preservação do recurso natural e suas múltiplas funções.

Segundo Luciana, após essa etapa os alunos fizeram a coleta de solo de diversas cores para confecção da tinta. No laboratório de Biologia, após a preparação da terra fina seca ao ar (TFSA), os estudantes utilizaram graal e pistilo para macerar as amostras de solo, a fim de transformá-las em pó, separando-as em frascos. Toda essa experiência foi ressaltada durante a apresentação no Congresso Brasileiro de Agroecologia. “Essa troca de experiência é muito rica e importante. Meu objetivo principal é observar o nível das discussões e dos trabalhos para aplicarmos em nossos cursos do IFRR”, afirmou.

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