Os opositores do pacote econômico apresentado pelo governo Bolsonaro (PSL) batizaram as medidas de “PECs da Agiotagem”.  Eles argumentam que todo recurso  gerado com a  economia prevista nesse pacote será destinado para o pagamento da dívida pública.

Significa que os cortes previstos na saúde e educação, além da redução salarial de servidores públicos e do benefício social pagos a idosos e portadores de necessidades especiais  vão servir para  pagar o capital financeiro.  Essa é a lógica da agiotagem que o governo quer praticar com a população brasileira.

Embora seja uma realidade muito diferente,  uma postura  semelhante foi adotada pelo governo de Antonio Denarium (PSL) logo ao assumir, quando optou por investir nos grandes empresários e no agronegócio sob o argumento de “criar uma nova matriz econômica”.

Denarium sabia que iria encontrar uma máquina pesada e faminta, mas não adotou nenhuma reforma ou ajuste para conter gastos e aliviar a crise. Em vez disso, cresceu os olhos em direção aos grandes, privilegiando  seus sócios empresários de longas datas.

A fórmula de desenvolver o Estado a partir de uma suposta nova matriz econômica, apoiando somente os grandes, esperando que eles gerem emprego e renda, para só assim  dividir o bolo com o povo, jamais funcionará em Roraima.

Essa foi a mesma fórmula usada pelos governos militares no Brasil, que não deu certo, e tem a mesma lógica do governo Bolsonaro, que quer massacrar ainda mais os pobres por meio de um pacote econômico  que tem tudo para não dar certo.

Enquanto Bolsonaro quer atender às ordens do capital financeiro, Denarium já vem privilegiando os grandes empresários em prejuízos aos pequenos e sem qualquer política social para acudir os mais pobres.  Inclusive optou por dar um calote eleitoral ao extinguir o Crédito Povo, benefício social que ele havia prometido não apenas manter como aumentar o valor.

Roraima é um Estado pobre, que precisa muito da ação do governo para proteger e investir nos pequenos, bem como aliviar o sofrimento dos pobres.  Mas Denarium pratica o “Governo da Agiotagem”, ao tirar dos pequenos para favorecer o agronegócio e os grandes empresários.

Estava tudo escrito que seria assim, pois Denarium não é nome próprio do governador.  Denarium, cujo significado é uma moeda romana adotado pelo Império, era o nome da empresa dele usada para o que ele chamava de “antecipação de recebíveis”, mas classificada por seus opositores como “agiotagem”.

Ainda que ele não tenha praticado agiotagem para construir sua fortuna que ele acumula hoje,  Antonio Denarium age como um agiota no governo, tirando recursos públicos que deveriam servir  o povo para investir no grande capital.  Então podemos concluir que estamos vivendo no “Governo da Agiotagem”, assim como a oposição está classificando o pacote de medidas de Bolsonaro.

*Colunista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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