Foto: Roraima 1

A cozinheira Lucélia Rocha, 35 anos, que estava grávida de 39 semanas, perdeu a filha na segunda-feira (10) após sofrer um descolamento da placenta. Nesta quinta-feira (13), ela afirmou ao Roraima 1 que houve negligência médica e chegou a ser tratada com grosseria por duas servidoras da Maternidade Nossa Senhora de Nazareth.

Segundo ela, o bebê morreu devido à demora e à falta de atenção da médica que prestou o primeiro atendimento. “Se [a médica] tivesse me dado um pouco mais de atenção, isso não teria acontecido. O atendimento nessa maternidade é desumano”, disse.

Lucélia deu entrada na maternidade no domingo (9), após sentir dores de cabeça. Depois de um breve atendimento e aferição da pressão, ela foi liberada. No dia seguinte, retornou à unidade após sentir contratações e com pressão alta. Segundo ela, o parto seria normal.

Ao ser atendida pela médica e uma técnica em enfermagem, foram feitos procedimentos de praxe e, na ocasião, ainda de acordo com Lucélia, elas foram arrogantes e a técnica chegou a machucá-la durante o exame de toque.

Após isso, a cozinheira foi liberada para que fosse para casa tendo em vista que não estava em trabalho de parto. “Naquele momento, eu já estava com muita dor e a médica nem olhou na minha cara direito, não ouviu o coração da bebê. Ela não me deu um pingo de atenção”.

Ao sair da sala, ela foi questionada por outro servidor se estava se sentindo bem. A cozinheira foi colocada em uma cadeira de rodas para que fosse encaminhada ao atendimento. Na ocasião, a mesma médica disse que ela não precisava ser atendida, pois se tratava apenas de um quadro de pressão baixa.

Certidão atesta como causas da morte do bebê deslocamento da placenta e síndrome hipertensiva Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

“Uma enfermeira viu que eu não estava bem e chamou outro médico que me encaminhou para a sala de ultrassonografia, pois ele não havia sentido movimento na minha barriga. Foi quando confirmamos que a bebê estava morta. Por causa disso, tive hemorragia interna e foi necessário retirar o meu útero”, relatou.

A cozinheira segue internada na maternidade sem previsão de alta e disse que deve processar a unidade por negligência médica.

Falta de médico 

Uma assistente administrativa, de 37 anos, grávida de 37 semanas também relatou à reportagem que, desde 31 de janeiro, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher, responsável por fazer o acompanhamento da gestante com gravidez de risco, não conta com médico obstetra para o pré-natal.

Ela afirma ainda que, mesmo sem médico, a direção do Centro não encaminha as gestantes para outras unidades a fim de que elas possam continuar o acompanhamento nem dão previsão de quando o atendimento será normalizado.

“Como não tenho condições de ter o parto normal, corro risco de perder o bebê, pois não há médico para dar o encaminhamento para a maternidade”, declarou.

A gestante disse que procurou a direção da unidade para saber quando o atendimento deve voltar ao normal, mas até agora não obteve resposta.

Apuração

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou que a direção geral do Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth irá apurar o caso e encaminhar a situação aos órgãos de fiscalização.

A direção da maternidade reforça que todas as sugestões e reclamações podem ser feitas por meio da ouvidoria, disponível na unidade, das 7h às 19h. Salienta também que presta toda a assistência necessária às situações de emergência, por meio do Serviço Social.

Em relação ao serviço prestado no Centro de Referência da Saúde da Mulher, a direção afirmou que atualmente enfrenta deficit no quadro de profissionais, uma vez que três médicos estão afastados, provisoriamente, por motivo de saúde, e um afastado de forma definitiva. Desta forma, ainda segundo a nota, a unidade conta com um médico que está atendendo as pacientes pré-agendadas.

A nota destaca que a direção da maternidade já informou a Sesau e foi comunicada de que está sendo providenciada a contratação de profissionais para atender a demanda, de forma que até o fim da próxima semana os profissionais já estejam atuando na unidade.

1 comentário

  1. Tem uma médica na maternidade que trata as mulheres feito cachorras ela sempre mata crianças minha irmã quase vai em cima dela.eu com encaminhamento pra Cesária do meu medico de alto risco e ela quiz induzi meu parto deu briga da medica com minha irma…e a ouvidoria ñ vai fazer nada pq ela é parente das pessoas da direção do hospital….falaram pra minha irmã o médico sempre tem razão querida.

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