Damares veio a Roraima em abril após a morte de um indígena yanomami por coronavírus - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em um momento da reunião realizada no dia 22 de abril, em que o ministro Sérgio Moro aponta que o presidente Jair Bolsonaro desejava interferir na autonomia da PF, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que recebeu denúncia de  que índios de Roraima estavam sendo contaminados de propósito para culpar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela proliferação do coronavírus em comunidades indígenas do estado.

A transcrição foi divulgada nesta sexta-feira (22) atendendo à decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu tornar público o vídeo da reunião ministerial.

“Todo mundo começou a dizer, a esquerda começou a falar que o coronavírus iria dizimar os povos indígenas no Brasil. O primeiro óbito, dia doze de abril, sabe o que que é isso? A forma como nós estávamos conduzindo a política indígena no Brasil. Primeiro óbito: dia doze de abril”, disse Damares a Bolsonaro durante a reunião.

VISITA

Damares Alves, fez uma visita-surpresa a Roraima no dia 12 de abril e esteve na Área de Proteção e Cuidados (APC) do Exército junto com o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai). A ministra veio acompanhar, entre outras coisas, como vinham sendo feitos os trabalhos para evitar o coronavírus junto às comunidades indígenas. Dois dias antes, o yanomami Alvanei Xirixana havia morrido no Hospital Geral de Roraima (HGR) por conta da doença.

“E por que que nós fomos lá, presidente? Porque nós recebemos a notícia que haveria contaminação criminosa em Roraima e Amazônia, de propósito, em índios, pra dizimar aldeias e povos inteiro pra colocar nas costas do presidente Bolsonaro”, complementou a ministra na reunião.

Em nenhum momento registrado pelo vídeo, a ministra entregou documentos ou indícios que pudessem comprovar a acusação. Ainda de acordo com a ministra, uma reunião foi feita no estado para ‘evitar matar mais índios’.

“Eu tive que ir pra lá com o presidente da Funai e me reuni com generais da região e o superintendente da Polícia Federal, pra gente fazer uma ação ali meio que sigilosa, porque eles precisavam matar mais índio pra dizer que a nossa política não tava dando certo”.

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