No dia 31 de março, o decreto governamental nº 28.663-E ampliou o trabalho home office de servidores públicos e determinou que a Educação viabilizasse aulas a distância para alunos da rede pública. Foto: Divulgação

Servidores seletivados da Educação estadual, que atuam nas funções de cuidador, assistente de aluno e merendeiro, procuraram a reportagem do Roraima 1 nesta segunda-feira (29) para contar que foram convocados ao trabalho nesse período de pandemia, mas que temem contaminação da Covid-19.

Os servidores alegam que têm recebido alunos e pais de alunos na escola para entrega e recebimento de apostilas, diferente de demais servidores que trabalham em home office. Os seletivados pedem um aumento salarial, tendo em vista que se consideram profissionais de serviços essenciais.

No dia 31 de março, o decreto governamental nº 28.663-E ampliou o trabalho home office de servidores públicos e determinou que a Educação viabilizasse aulas a distância para alunos da rede pública.

“Desde o início, quando começou a pandemia, o governo, juntamente com a Educação, determinou as atividades on-line e apostilas para quem não tem internet. Estamos entregando e recebendo apostilas. Atendendo pais e alunos nas escolas”, comentou um servidor que pediu para não ter a identidade revelada.

O servidor conta que o salário das categorias convocadas é de R$ 1.100,00 e pede que o governo de Roraima conceda um aumento a esses profissionais seletivados. “Estamos na linha de frente. Queremos um aumento igualmente ao que foi dado para os servidores da Saúde”, disse o servidor.

Atraso salarial
Além do trabalho em meio à pandemia, servidores de empresas terceirizadas que prestam serviço nas unidades estaduais de ensinam cobram salário atrasado. Alguns servidores alegam que não recebem há cinco meses.

O que governo diz
A Secretaria Estadual de Educação (Seed) disse, por meio de nota, que os profissionais contratados por meio de processo seletivo estão auxiliando as atividades nos prédios escolares, obedecendo a todos os protocolos de segurança determinados pelas autoridades sanitárias, e ainda em regime de escala de plantão e rodízio.

“Além de auxiliar os serviços na secretaria escolar, também foi a forma encontrada pela Seed para manter os contratos e os pagamentos destes profissionais em tempos de pandemia”, disse a nota.

Sobre o pagamento das empresas terceirizadas, a Educação informou que no dia 10 de junho foram pagos os seguintes valores: Haiplan – R$ 711.279,73; Limponge – R$ 488.005,85; Lidan – R$ 302.115,39.

Além disso, no dia 22 de junho foi pago R$ 1.636.059,57 para a empresa Danprev e no dia 23 de junho, a Limponge recebeu R$ 1.152.213,76.

“Esclarece que esses valores pagos referem-se aos meses de março e abril. As notas do mês de maio estão em análise para pagamento. E os meses de janeiro, fevereiro já foram devidamente pagos”, concluiu a nota.

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