Professores e alunos da UERR fizeram um protesto em apoio a professora. Foto: Reprodução/Instagram/juntxscomivanise

Docentes, servidores e alunos da Universidade Estadual de Roraima (UERR) divulgaram uma carta apoio a professora doutora Ivanise Rizzatti. A professora responde a um processo administrativo, instaurado em 2019, por perda financeira da instituição.

O documento que, até este domingo (26) reúne mais de 1,1 mil assinaturas, diz que a ação é irregular e ocorre por perseguição política. Procurada, a UERR não se pronunciou. A professora Ivanise disse ao Roraima 1 que, segundo orientações jurídicas, não pode se manifestar sobre o assunto.

De acordo com o manifesto, em 2012 a professora Ivanise ocupava o cargo de pró-reitora de Pesquisa da UERR. Naquele mesmo ano, o colegiado do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências aprovou um projeto no Programa Pró-Equipamentos, da CAPES, para a compra de microscópios e lupas.

A verba destinada para as compras desses equipamentos ficou sob responsabilidade do Setor de Convênios da UERR, e era acompanhada pelo Sistema Nacional de Convênios. No processo de compra, o setor deixou de inserir as alterações do Plano de Trabalho, o que incorreu na restituição de valores financeiros pela UERR para a CAPES.

O manifesto defende que Ivanise Rizzatti ajudou os setores responsáveis pela compra a fazerem cotações de preço entre empresas, e demais detalhes técnicos. No entanto, a professora é hoje a única pessoa responsabilizada por esta perda financeira da UERR, sendo que o responsável pela compra dos equipamentos foi o Setor de Convênios. 

“A professora Ivanise está sofrendo um processo administrativo (PAD) repleto de irregularidades, com dificuldade de acesso a informações e tratamento desigual. O processo foi instaurado em meio ao processo eleitoral para a reitoria da instituição, em setembro de 2019, e vem se desenvolvendo com celeridade, mesmo diante do contexto da pandemia da Covid-19, momento no qual diversos órgãos judiciários e administrativos de Roraima suspenderam a contagem de prazos, o que chama a atenção para o tratamento diferente dado a seu PAD”, cita trecho do manifesto.

O manifesto, publicado em 17 de julho, ganhou repercussão após buzinaço em frente à instituição de ensino na última quinta-feira (23) e publicação no Jornal da Ciência, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

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