Foto: Divulgação

Roraima saiu da última para a antepenúltima posição no combate ao coronavírus entre os estados brasileitos. A última edição da lista, elaborada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e obtida pelo jornal O Estado de S.Paulo, mostra que o Distrito Federal assumiu o posto que era de Roraima na semana encerrada em 28 de julho.

Acima do Distrito federal, está o Rio de Janeiro, que despencou da 11ª para a penúltima posição. Depois vem Roraima, Goiás e Alagoas. De acordo com o levantamento, Roraima registrou uma melhora leve, mas suficiente para deixar a “lanterna”.

O Ranking Covid-19 dos Estados avalia as 27 unidades federativas de acordo com nove critérios: proporção de casos confirmados, evolução logarítmica de casos e porcentual de mortalidade da covid-19 e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG); as notas de transparência do combate ao coronavírus elaboradas pela Open Knowledge Brasil e dados de isolamento social do Google. Quanto maior a nota final, pior é o desempenho dos Estados no enfrentamento à pandemia.

A mudança de colocação foi motivada mais pela melhora de Roraima do que por uma piora na sua situação: a nota do DF passou de 46,96 na semana encerrada em 14/7 para 43,75 no período encerrado no dia 28. O Estado do Norte, que ocupou a liderança nas últimas cinco semanas, oscilou de 50,4 para 42,36 no período.

Tendência

O CLP observa que, na passagem da semana encerrada em 14/7 para a semana de 28/7, o número de mortes por covid-19 no Brasil subiu 28,0%. Na região Sul, Santa Catarina e Paraná tiveram altas de aproximadamente 60% e, no Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento, de 64%.

“Os Estados do Sul não preocupam tanto, porque parece que perceberam o problema e estão tomando medidas. Mas eu diria que temos que ficar atentos com o Mato Grosso do Sul e com Goiás, que está soltando várias notas de hospitais com 100% da capacidade atingida”, diz Nascimento.

De acordo com as projeções do CLP, o número de mortes por covid-19 no Brasil – de 88.539 até a última terça-feira, 28, quando o ranking foi fechado – deve crescer 15,1% nos próximos 15 dias, a 101.887. No período de um mês até o dia 27 de agosto, o centro espera ver aumento de 29,9% no acumulado, a 115 mil.

No Distrito Federal, pior colocado do ranking, o CLP estima crescimento de 43,9% no número de mortes até 12 de agosto, para 2.002, dos 1.391 registrados até o dia 28. Até o dia 27/8, a estimativa é de o número avance 77,5%, a 2.469. A alta mais intensa é esperada para Goiás, que teve 1.473 mortes até o dia 28 e pode ter crescimento de 43,18% em 15 dias (para 2.109) e 86,35%, para 2.745, no período de um mês.

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