Desmatamento tem sido problema recorrente no interior do estado - Foto: Divulgação/ Governo Federal

O desmatamento da Amazônia em Roraima cresceu 100% em agosto quando comparado a julho. Os dados divulgados nessa terça-feira (15) pelo Instituto Homem, Meio Ambiente e Amazônia (Imazon) apontam ainda que 14 km² de floresta foram desmatados no mês passado contra os 7km² do mês anterior. Em um ano, o crescimento também foi considerável – de 75%, comparando agosto de 2020 com 2019, quando o estado perdeu 8km² de floresta.

A degradação florestal, que leva em conta o corte seletivo de árvores de interesse comercial, também cresceu 30% no último mês e atingiu 17km² de floresta em Roraima. Em um ano, a degradação cresceu 750%.

Ainda de acordo com o boletim, a Terra Indígena Yanomami foi a oitava mais desmatada, com 2 km² perdidos. A região tem sofrido os efeitos da ação do garimpo ilegal, que tem provocado impactos ambientais e transmitido doenças, como o coronavírus.

AMAZÔNIA

O Imazon apontou também que os alertas de desmatamento subiram 68% em agosto de 2020 na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O instituto afirma que é o pior mês de agosto verificado nos últimos 10 anos de monitoramento.

Os dados são medidos por sistema do próprio instituto. Foram 1.499 km² detectados com sinais de desmatamento em um único mês. Os números são próximos dos registrados pelo governo federal: a Amazônia teve 1.359 km² sob alerta em agosto, segundo o Inpe.

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