Senador licenciado Chico Rodrigues, ao lado filho e 1º suplente, Pedro Arthur Rodrigues. Foto: Reprodução/Instagram/@pedro_arthur_rodrigues

Quase um mês após o pedido de licença do senador e ex-vice-líder de governo Chico Rodrigues (DEM), Roraima não tem prazo para voltar a ser representada por três senadores. Neste momento, apenas Mecias de Jesus (Republicanos) e Telmário Mota (Pros) representam o estado na Casa Legislativa.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), colega de partido do senador roraimense, ainda não convocou o primeiro suplente de Chico, Pedro Arthur Rodrigues, para assumir o mandato. Essa é a primeira etapa do processo, segundo o regimento da Casa, e não há prazo para ocorrer. Na sequência, o filho de Chico Rodrigues tem 30 dias improrrogáveis para tomar posse.

Ou seja, se a convocação de Pedro Arthur, também alvo das investigações da Polícia Federal sobre desvio de verbas para a Covid-19, tivesse sido feita no mesmo dia da licença de Chico Rodrigues, amanhã o prazo para a posse terminaria. Caso Pedro Arthur não tivesse assumido o mandato, o segundo suplente seria convocado: Onésimo de Souza Cruz Netto, empresário filiado ao PSDB.

Rodrigues está afastado das funções no Legislativo por 121 dias. A representação dos partidos contra Chico Rodrigues apresentada no Conselho de Ética está em análise na Advocacia Geral do Senado. Possíveis punições vão partir do andamento desse processo no colegiado, chefiado pelo correligionário dele, Jayme Campos (MT).

OPERAÇÃO DESVID-19

No dia 14 de outubro, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagrou uma operação que investiga desvios de recursos direcionados para o combate ao coronavírus. Um dos alvos da operação era Chico Rodrigues. Os mandados foram ordenados pelo Supremo Tribunal Federal. A CGU estimou que os desvios chegaram a R$ 20 milhões.

Quando da operação, a Polícia Federal chegou a pedir a prisão preventiva de Chico Rodrigues, mas o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, negou. Ele determinou somente o afastamento do parlamentar, por 90 dias. Pressionado, porém, por colegas do Senado, o político de Roraima resolveu pedir suspensão das funções por 121 dias.

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