Foto: Divulgação/CIR

Lideranças e cinco organizações indígenas de Roraima formalizaram uma denúncia contra a lei que libera a atividade garimpeira em Roraima. A carta, que foi entregue aos Ministérios Públicos Federal e Estadual na quarta (20) e quinta-feira (21), repudia a aprovação do projeto.

O documento é assinado por lideranças das regiões e pelas organizações Conselho Indígena de Roraima (CIR), Organização dos Professores Indígenas de Roraima (OPIRR) Associação dos Povos Indígenas da Terra Indígena São Marcos (APITSM), KAPOI e Conselho do Povo Indígena Ingaricó.

“O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito fundamental de todos e cabe a todos o dever de defendê-lo e preservá-lo para o presente e para as futuras gerações”, diz trecho da carta.

Na ocasião, lideranças também denunciaram ameaças que a comunidade Pium, região Tabaio, município de Alto Alegre, vem recebendo por parte de garimpeiros que atuam de forma ilegal no rio Uraricoera na Terra Indígena Yanomami. E destacaram o aumento do fluxo de garimpeiros dentro dos territórios e ameaças contra lideranças indígenas, após a aprovação da Lei.

“Nós queremos que o Ministério Público interfira. Essa publicação acaba fortalecendo a invasão de garimpeiros, tanto é que após essa aprovação a comunidade Pium já sofreu ameaças por pessoas que passam para os garimpos na Terra Yanomami”, destacou Edinho Batista, vice-coordenador do CIR.

Na reunião com Ministério Público Estadual, as lideranças também relataram a preocupação em relação a diminuição das doses de vacina destinada para as comunidades indígenas e pediram providências.

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