Foto: Divulgação | O empresário José Carlos Cabral pagou R$ 20 mil para que José Maria Viana retirasse os pacotes de drogas do avião submerso no Rio Branco

Dois homens do município de Caracaraí foram condenados a 13 anos e oito meses de reclusão por tráfico de drogas e associação criminosa para tráfico de entorpecentes, pelo transporte de 100 quilos de cocaína que estavam em uma aeronave que caiu no Rio Branco, numa área de mata do município. O corpo do piloto foi encontrado dentro da aeronave e o outro tripulante fugiu do local.

O caso ocorreu em setembro de 2017 e conforme a denúncia da Promotoria de Justiça da Comarca de Caracaraí, o empresário José Carlos Cabral de Jesus, ciente das drogas estocadas dentro do Monomotor Cessna 206, contratou o pescador José Maria Viana por R$ 20 mil reais para retirar os pacotes de entorpecentes da aeronave que estava submersa.

Durante as buscas, a Polícia Militar e equipe de mergulhadores do Bombeiro Militar localizaram os acusados que estavam no local com objetivo de encontrar os entorpecentes.

A decisão proferida pela juiz da comarca de Caracaraí, Pedro Machado Gueiros, destaca que as provas contidas nos autos determinam a conduta de cada réu, com divisão de tarefas para a prática do delito de tráfico de drogas de modo que restou claro que os réus estavam no local, pois sabiam do transporte da droga realizado na aeronave e após a queda se deslocaram ao local para retirar o entorpecente que estava dentro do avião caído no rio e assegurar a continuidade do tráfico, e retomar o transporte do entorpecente.

De acordo com o promotor de Justiça Joaquim Eduardo dos Santos, o caso evidenciou que a região é rota do tráfico aéreo de drogas, tanto com destino nacional, como no caso específico, como em possíveis destinos internacionais. “É necessário que esses crimes sejam punidos com o rigor da lei para coibir o tráfico de drogas no município”, ressaltou.

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