Foto: Reprodução/Agência Brasil

O número de operações que os brasileiros fizeram usando o PIX bateu recorde em março deste ano, de acordo com o Banco Central. Ao todo, foram 1,6 bilhão de transações, maior volume desde novembro de 2020, quando o meio de pagamentos começou a funcionar no país. Segundo o BC, os brasileiros movimentaram quase R$ 785 bilhões via Pix em março.

Com isso, o Pix se consolida como o principal instrumento de transferência de valores e de pagamentos usado pela população. Segundo o economista César Bergo, a possibilidade de as pessoas e empresas realizarem transações em qualquer horário de qualquer dia da semana traz dinamismo à economia.

“Se aumenta a circulação de velocidade da moeda, isso gera mais negócios e mais riqueza. É uma coisa incrível como esses sistemas que facilitam acabam multiplicando a riqueza em função dessa variável de velocidade de transação”, avalia.

Evolução
Desde o seu lançamento, o PIX ampliou as funcionalidades. Além de transferências e pagamentos quase que em tempo real, a ferramenta passou a permitir saque de dinheiro em espécie em estabelecimentos comerciais como lojas, padarias, supermercados e lotéricas, modalidade conhecida como Pix Saque.

A partir deste ano, os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também puderam pagar a inscrição na prova por meio do Pix. Além disso, os contribuintes que têm direito à restituição do Imposto de Renda (IR) puderam cadastrar a chave do Pix junto à Receita Federal para receber a devolução.

A incorporação de novas funcionalidades, segundo César, contribui para que cada vez mais brasileiros utilizem o Pix. “Isso está acontecendo: na medida em que o Pix vai mostrando robustez, as pessoas vão aderindo cada vez mais a esse sistema de pagamentos”, afirma.

Segundo o Banco Central, cerca de 126,5 milhões de usuários estavam cadastrados. Já o número de chaves Pix ativas chegou a quase 440 milhões.

 

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