A aprovação da Reforma da Previdência tirou definitivamente as máscaras de quem se escondia nos discursos da mídia e das redes sociais. A começar pelo líder maior da nação, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que fez campanha dizendo que seria contra uma reforma aos moldes do que estava sendo proposto e se elegeu dizendo que iria estabelecer uma nova forma de fazer política, sepultando o toma-lá-dá-cá.

Porém, o governo Bolsonaro não só apresentou um texto que esfola mais ainda os mais pobres, beneficiando os que ganham mais, como também abriu a caixinha do jeitinho brasileiro de se fazer política. No mesmo momento em que era aprovada a reforma previdenciária, o presidente distribuía milhões em emendas para os parlamentares, numa evidente compra de votos da qual o povo brasileiro já conhece.

Se essa estratégia fosse usada por um governo de esquerda, chamada pelo presidente de “velha política”, certamente haveria um alvoroço dos partidos de direita acusando de se tratar de um “mensalão”, mas no governo de Bolsonaro está sendo chamado de uma ação “normal” e “constitucional”.

Em se tratando de Brasil, óbvio que é “normal” liberar recursos para deputados e senadores aprovarem matérias de interesse do governo. Sempre foi assim desde quando essa geração descobriu a malandragem de vender seu voto. E o nome disso foi chamado em governos do PT de compra de votos, tal qual os “mensalões” e “mensalinhos” revelados em operações policiais.

A opinião pública pode medir imediatamente, por meio de notícias de jornal, quem festejou a aprovação da reforma: o mercado. A Bolsa brasileira bateu recorde de otimismo, pois o mercado sabe que irá sobrar mais dinheiro para o Brasil dar aos banqueiros. E isso somou-se à notícia de que os Estados Unidos poderão promover um corte nos juros. Os donos do dinheiro estão em festa com a desgraça dos mais pobres brasileiros, que vão pagar a conta ao custo de muito sofrimento.

Enquanto isso, o Estado de Roraima definha com a falta de lideranças políticas locais para cobrar do Governo Federal ações imediatas para amenizar os impactos da imigração desordenada. Já que teriam que vender seus votos, que pelo menos essa moeda de troca fossem soluções imediatas para o nosso Estado. Mas nem isso. Preferiram as emendas parlamentares porque eles sabem que esses recursos servem, na verdade, para fazer campanha eleitoral nos municípios. Sempre foi assim. E essas eleições estão batendo à porta.

*Colunista, idealizador do site www.roraimadefato.com.br

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