Foto ilustrativa: DW / Deutsche Welle

O desmatamento da Amazônia em Roraima cresceu 35,7% em setembro quando comparado a agosto. Os dados divulgados nessa quarta-feira (21) pelo Instituto Homem, Meio Ambiente e Amazônia (Imazon) apontam ainda que 19 km² de floresta foram desmatados no mês passado contra os 14km² do mês anterior. Em um ano, o crescimento também foi considerável – de 36%, comparando agosto de 2020 com 2019, quando o estado também havia perdido 14km² de floresta.

A degradação florestal, que leva em conta o corte seletivo de árvores de interesse comercial, também cresceu 41% no último mês e atingiu 24km² de floresta em Roraima. Em um ano, a degradação cresceu 2300%.

Ainda de acordo com o boletim, a Terra Indígena Yanomami foi a nona mais desmatada, com 2 km² perdidos. A região tem sofrido os efeitos da ação do garimpo ilegal, que tem provocado impactos ambientais e transmitido doenças, como o coronavírus.

AMAZÔNIA

O Imazon apontou também que em setembro foram desmatados 1.218 km² de floresta na Amazônia Legal. O número representa um aumento de 52% na comparação com o mesmo mês no ano passado, quando foram derrubados 803 km². No comparativo dos primeiros nove meses de 2020, o desmatamento chega a 6.030 km². Um valor 20% maior em relação ao mesmo período de 2019.

Ainda de acordo com o instituto, no último mês, a degradação cresceu 147% na Amazônia, segundo o sistema de monitoramento do Imazon. Ao todo, a área de florestas degradadas totalizou 3.048 km². Alguns exemplos de degradação são os incêndios florestais.

Esses incêndios podem ser causados por queimadas controladas em áreas privadas para limpeza de pasto, por exemplo, mas que acabam atingindo a floresta e se alastrando. A extração seletiva de madeira para fins comerciais é outro exemplo de degradação.

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