Foto ilustrativa: DW / Deutsche Welle

O desmatamento da Amazônia em Roraima cresceu 21% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados divulgados nessa sexta-feira (20) pelo Instituto Homem, Meio Ambiente e Amazônia (Imazon) apontam ainda que 17 km² de floresta foram desmatados no mês passado contra os 14km² do ano anterior. O desmate no estado é o maior para o mês em seis anos, quando foram registrados 23 km² de floresta devastados.

A degradação florestal, que leva em conta o corte seletivo de árvores de interesse comercial, também cresceu e atingiu 2km² de floresta em Roraima. Em um ano, a degradação dobrou no estado.

Ainda de acordo com o boletim, a Terra Indígena Yanomami foi a sexta mais desmatada, com 1 km² perdidos. A região tem sofrido os efeitos da ação do garimpo ilegal, que tem provocado impactos ambientais e transmitido doenças, como o coronavírus.

AMAZÔNIA

O Imazon apontou também que a Amazônia Legal registrou em outubro passado o desmatamento de 890 km² de floresta, maior valor para o mês nos últimos 10 anos.

Segundo o Imazon, o desmatamento em outubro foi 49% maior que no mesmo período do ano passado, que já havia apresentado uma alta de 212% em relação ao mesmo mês de 2018.

A derrubada da floresta se concentrou sobretudo no Pará, com 53% do total, seguido por Rondônia (12%), Acre (9%), Mato Grosso (9%), Amazonas (9%), Maranhão (5%), Roraima (2%) e Amapá (1%).
Já a degradação na Amazônia totalizou 2.351 km² em outubro, crescimento de 279% em relação ao mesmo período de 2019.

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