Foto: TJRR | Sentença foi proferida pelo juízo da Vara de Entorpecentes e Organização Criminosa do Tribunal de Justiça de Roraima

Conforme denúncia do jornalista do The Intercept Brasil, Sérgio Ramalho,  em publicação no twitter, o presidente do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), o desembargador Cristóvão Suter, exonerou a médica Mariângela Nasário Andrade do cargo de coordenadora do Centro Médico e de Qualidade de Vida por um possível desvio de vacinas da Operação Acolhida. As doses teriam sido utilizadas para vacinar magistrados do TJRR, segundo o jornalista.

A exoneração da médica foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico do dia 13 de julho. De acordo com a denúncia, o ocorrido teria levado o presidente do TJRR a exonerar a servidora às 19h37 daquele dia. No lugar dela, o servidor Alcemir Gomes de Souza, Coordenador do Núcleo de Projetos e Inovação, foi designado para atuar na coordenação do Centro Médico, a contar do dia 14 de julho, sem prejuízo de suas atribuições.

TJRR afirma que tomou providências para esclarecimento dos fatos
Por meio de nota, o Núcleo de Comunicação e Relações Institucionais do TJRR informou que o órgão cumpre integralmente o Programa Nacional de Imunização, jamais solicitando, autorizando ou permitindo qualquer ação de vacinação contra a covid-19 em suas dependências ou em seu pessoal, tendo adotado todas as providências legais visando o esclarecimento dos fatos e devida responsabilização.

OPERAÇÃO ACOLHIDA
Em nota, a Operação Acolhida negou qualquer ilegalidade relacionada à imunização contra covid-19 e informou que trabalha sempre em observância aos princípios da legalidade e da legitimidade.

Monitoramento de doses aplicadas
A equipe de reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) questionando se há controle quanto às doses distribuídas. Por meio de nota, a pasta informou que o fluxo de distribuição das vacinas contra a covid-19 acontece do Estado para os municípios. O Governo recebe as doses do Ministério da Saúde e imediatamente repassa aos 15 municípios e Distritos Sanitários Indígenas. O monitoramento e acompanhamento são de responsabilidade dos 15 municípios.

A nota informa ainda que quanto ao desvio, o erro aconteceu dentro da sala de vacina da Operação Acolhida, não tendo vínculo administrativo com o Governo do Estado. “O município fez visita técnica ao local e registrou o ocorrido em relatório. A Sesau solicitou o documento ao município, mas de antemão já informou às autoridades competentes e órgãos de controle para que as providências necessárias fossem adotadas”, esclarece a nota.

A reportagem tentou contato com a médica por telefone mas não conseguiu. O espaço fica aberto por meio do (95) 98405-8792.

*Reportagem atualizada às 19h55 com o posicionamento da Operação Acolhida. 

2 comentários

  1. A reportagem deveria ser assim …
    “TJ exonera Possivel medica que desviou vacina da operacao acolhida”. Pq ate hoje nunca vi o diploma da mariangela.

    E agora me pergunto: Porque sera que o coordenador da operacao acolhida permitiu tamanho roubo absurdo?!?!
    Sera que os cordenadores daquela operacao nao sao tao confiaveis. Resta so investigar a vida dos 3 chefoes de la que a gente acha MUITA coisa.

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